A limpeza dos trocadores de calor é essencial para que
indústrias alimentícias, químicas, siderúrgicas e petroquímicas funcionem
perfeitamente. Isso porque a função desse equipamento é justamente a de
transferir o calor de um fluido para outro e a falta de manutenção do trocador
pode elevar os custos de energia e prejudicar o seu funcionamento.
No caso das usinas sucroenergéticas, a elaboração do açúcar e do etanol a partir da cana-de-açúcar ou de milho demanda uma grande quantidade de energia e a otimização desse processo depende do bom dimensionamento dos trocadores de calor.
Mesmo com altos níveis de qualidade e automação, uma usina, localizada no estado de São Paulo, estava à procura de programas de limpeza para seus trocadores de calor, com o objetivo de diminuir o tempo de interrupção da produção, reduzir seu consumo de água e energia, além de aumentar a eficiência e qualidade dos seus processos. O procedimento realizado até então era baseado na abertura dos trocadores de calor para a limpeza manual, com a aspersão da água em cada placa, levando, em média, de dois a quatro, período no qual a produção era interrompida.
Avaliando a necessidade da usina, a equipe de especialistas da Ecolab desenvolveu um plano de soluções que contemplava:
- Aplicação de um Programa de Limpeza Ecolab por meio de circulação utilizando CIP (Clean in Place) móvel;
- Procedimento operacional detalhado (POP/PPHO);
- Execução da limpeza química sem abertura dos trocadores de
calor;
- Espaçamento maior entre as limpezas, devido a eficácia do
processo químico.
Foram realizadas oito limpezas químicas, em um período de 26
dias de produção, a partir do plano preparado pelo time técnico da usina. Com a
estrutura existente e adaptações simples foi possível validar,
operacionalmente, a eficiência da limpeza química dos trocadores, de forma
segura e sem a necessidade de investimentos adicionais.
Além disso, durante esse período, um dos trocadores de calor permaneceu fechado e a microbiologia do mosto não apresentou variações quanto aos índices de bactérias. A temperatura durante a operação também se manteve estável.
Dessa forma, o Programa de Limpeza Química para Trocadores de Calor da Ecolab atendeu às necessidades da usina, considerando o custo total da operação, e proporcionou melhorias nos indicadores de qualidade, prevenindo as contaminações cruzadas que ocorrem ao longo da safra.
- Diminuição de 80% do uso de água no processo;
- Diminuição de 67% no tempo de limpeza;
- Diminuição de 73% de aberturas para manutenção;
- Diminuição de 50% do custo com mão de obra no processo;
- Aumento da remoção de Biofilme;
- Diminuição da necessidade de antibióticos;
- Menor possibilidade de placas danificadas;
- Menor risco com contaminações externas, melhorando assim a
qualidade do mosto.
Soluções Ecolab também para Limpeza de Evaporadores
As usinas sucroenergéticas também interrompem suas operações para realizar a limpeza dos evaporadores. A evaporação é um dos processos mais importantes nas usinas e, por isso, existe uma busca contínua para a identificação de métodos que reduzam o tempo de limpeza e tragam maior eficiência térmica ao equipamento, além da redução no consumo de água.
Os procedimentos atuais de limpeza dos evaporadores podem levar em torno de 10 a 24 horas, em média, além de um período de parada entre 10 e 20 dias durante a safra. Pensando na necessidade das usinas sucroenergéticas e em trazer mais produtividade, economia de água e otimização de recursos, a Ecolab traz ao mercado brasileiro um novo Programa de Limpeza para Evaporadores.
Ao contrário dos métodos tradicionais, o novo Programa da Ecolab é aplicado por meio de inundação ou circulação CIP (Clean in Place), permitindo um pré-tratamento e uma limpeza otimizada, seguido por uma etapa de detergência de ação rápida.
"Após introdução deste programa na limpeza de evaporadores, nossos clientes constataram uma redução de 60 a 80%, em média, nos tempos de limpeza e uma economia de 40 a 60% no volume de soda cáustica, em clientes que utilizam esse produto no processo de limpeza", explica Julio Godoi, gerente da divisão Food & Beverage da Ecolab.
Foto Divulgação: Atvos