O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10) um decreto que impõe tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida, que entra em vigor em 4 de março, visa proteger a indústria siderúrgica norte-americana e fortalecer a segurança nacional.
A decisão afeta diretamente países como Canadá, México, Brasil, Coreia do Sul e Alemanha, que são grandes fornecedores desses materiais para os EUA. Durante seu primeiro mandato, Trump havia implementado tarifas semelhantes, mas posteriormente concedeu isenções a alguns parceiros comerciais. Desta vez, porém, não há indicações de exceções, o que pode intensificar tensões comerciais globais.
O Brasil, um dos principais exportadores de aço e alumínio para os Estados Unidos, pode ser significativamente impactado pela medida. Em 2024, o país exportou US$ 6,37 bilhões em produtos de ferro, aço e alumínio para os EUA, representando 40,8% das exportações brasileiras desses materiais.
A União Europeia e a China já manifestaram oposição às tarifas impostas por Trump, considerando-as ilegais e economicamente contraproducentes. A Comissão Europeia afirmou que responderá para proteger os interesses da UE, enquanto a China anunciou tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos.
Analistas alertam que essa escalada nas tensões comerciais pode levar a uma guerra comercial multifacetada, com consequências negativas para a economia global. A medida também pode resultar em aumento de custos para diversas indústrias e consumidores nos Estados Unidos.