Paraná lança na B3 o primeiro FIDC/Fiagro estatal do País nesta quinta-feira

Modelo buscará garantir a captação de cerca de R$ 2 bilhões em investimentos, com cerca de apenas R$ 300 milhões de recursos estatais.

Paraná lança na B3 o primeir

O governo do Estado do Paraná lança oficialmente nesta quinta-feira (3) na B3 (Bolsa do Brasil) o primeiro fundo de investimento estatal voltado ao agronegócio do País. Trata-se de arranjo legal de investimentos com a constituição de fundo de investimentos em direito creditórios para modernização local da indústria agro do Paraná. 

O modelo contará com modalidade de financiamento blended finance, no qual o Governo aportará recursos concessionais ou catalíticos, enquanto investidores privados participarão com recursos alavancando os valores estatais e permitindo maior celeridade, eficiência e capilaridade dos recursos de fomento ao agronegócio. 

O principal objetivo é oferecer uma alternativa às condições de financiamento do Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural, que têm se mostrado insuficientes para atender a toda a demanda nacional e no próprio Estado, de modo a promover investimentos estratégicos para impulsionar ainda mais o agronegócio no Paraná, com sustentabilidade.

O Fiagro deve contribuir na promoção do crescimento econômico, com a segurança alimentar, com a preservação do meio ambiente e com o fortalecimento das comunidades rurais, podendo ser usados para sistemas de irrigação, expansão da produção, armazenagem, equipamentos e outras linhas. Também poderá ser usado pela indústria que atende o setor, como tratores e outros maquinários agrícolas.

De olho no potencial deste mercado, outros estados brasileiros já estudam a estruturação de fundos semelhantes. 

Uma das vantagens deste modelo está na alavancagem de recursos estatais (aprox. 1x7), e na possibilidade de se fornecer crédito com juros mais baixos para os produtores rurais, que ficam na casa dos 9%, permitindo maleabilidade em face da taxa atual de juros (com SELIC na ordem próxima de 14,25%), o que torna a operação interessante e uma alternativa às linhas de crédito tradicionais. 

O escritório jurídico que assessorou na modelagem do fundo estará no evento e disponível para comentar como o modelo pode ser replicado por outras unidades da federação (que já demonstram interesse) para atrair recursos privados, ampliar o alcance aos produtores locais e impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor.

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