Da Redação
A receita com a exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul atingiu em junho US$ 584,2 milhões, marcando um crescimento de 15% em relação ao mesmo mês de 2023, conforme levantamento do Observatório da Indústria. Esse valor representa o melhor resultado mensal já registrado na série histórica das exportações da indústria estadual.
No acumulado do ano, a receita totalizou US$ 2,96 bilhões, um aumento de 11% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas ao exterior somaram US$ 2,66 bilhões. Este é o maior valor já alcançado para um primeiro semestre.
“Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 61% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Já no acumulado do ano, a participação está em 58%”, explicou o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.
Grupos Industriais com Maior Participação nas Receitas de Exportação
Os segmentos industriais que mais contribuíram para as receitas de exportação até o momento foram Celulose e papel, Complexo frigorífico e Óleos vegetais e demais produtos de sua extração, representando 77% das exportações no período de janeiro a junho.
No grupo Celulose e papel, a receita com exportações de industrializados alcançou US$ 1,05 bilhão no acumulado de janeiro a junho. Os principais produtos exportados foram pastas químicas de madeiras, com os principais compradores sendo China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Turquia.
Para o grupo Complexo frigorífico, o valor das exportações no acumulado do ano foi de US$ 769,6 milhões. Os principais produtos comercializados foram carnes desossadas congeladas de bovino, carnes desossadas refrigeradas de bovino e pedaços e miudezas congelados de frango, tendo como principais importadores China, Chile, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Turquia.
Já no grupo Óleos vegetais e demais produtos de sua extração, a receita com exportações foi de US$ 434,4 milhões entre janeiro e junho. Os principais produtos exportados foram bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, farinhas e pellets da extração do óleo de soja, óleo de soja bruto, óleo de soja refinado e óleo de milho bruto, com Holanda, Indonésia, Polônia, Alemanha e Venezuela como principais países compradores.
Fonte: Fiems
Foto: Edemir Rodrigues