Da Redação
A Petrobras informou que aplicará, a partir desta quinta-feira (29), um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço de venda da gasolina A destinada às distribuidoras.
Ao mesmo tempo, a estatal anunciou que concederá desconto de R$ 0,44 por litro dentro do programa de subvenção econômica criado pelo governo federal para reduzir os impactos da alta dos combustíveis no mercado interno.
A medida ocorre em meio ao cenário de pressão internacional sobre o petróleo e faz parte do pacote emergencial anunciado pelo governo federal após a disparada dos preços globais da commodity.
Segundo a Petrobras, o desconto segue as regras estabelecidas pela Medida Provisória nº 1.358, além de decretos e portarias do Ministério da Fazenda publicados neste mês.
Com a compensação da subvenção federal, o efeito final para as distribuidoras será reduzido.
De acordo com a companhia, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, representando aumento residual de R$ 0,04 por litro.
No caso do consumidor final, o impacto também deverá ser menor.
Isso ocorre porque a gasolina vendida nos postos — conhecida como gasolina C — é composta por:
- 70% de gasolina A;
- 30% de etanol anidro.
Segundo os cálculos divulgados pela Petrobras, a participação da estatal no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
Na prática, o reajuste estimado ao consumidor poderá chegar a até R$ 0,03 por litro nos postos.
A Petrobras também destacou que o valor atual continua abaixo do registrado no fim de 2022.
O reajuste ocorre em um momento de forte instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e pelos riscos relacionados ao abastecimento global de combustíveis.
O cenário reacendeu discussões sobre:
- política de preços;-
- segurança energética;
- combustíveis renováveis;
- impacto do petróleo sobre a inflação.
Nos últimos dias, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir os efeitos da alta internacional sobre os combustíveis no Brasil, incluindo subsídios temporários e compensações tributárias.
A Petrobras afirmou ainda que mantém a estratégia de buscar equilíbrio entre os preços internacionais e a proteção do mercado interno contra oscilações mais bruscas.











