Recorde histórico:

A Biosev S.A. (BM&FBOVESPA:BSEV3), segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo, encerrou a safra 2016/2017 com moagem de 31,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,9% ante a safra anterior, resultado que é também superior às últimas seis safras. A companhia atingiu 86,6% da utilização de sua capacidade instalada na safra 2016/17, um aumento de 1,5 ponto percentual em relação à safra anterior e recorde para a companhia
No acumulado dos 12 meses da safra, o maior volume de moagem é resultado principalmente do crescimento da produtividade dos canaviais medida pelo TCH, que atingiu 77,9 ton/ha no período, um aumento de 2%. O teor de ATR da cana consolidado foi de 129 kg/ton, com destaque para o ATR do Polo Lagoa da Prata, que atingiu 140,1 kg/ton, um aumento de 6% sobre a safra 2015/2016.
“Do ponto de vista operacional, consolidamos o processo de melhorias de gestão na área agrícola e mantivemos o nível de investimentos na renovação do canavial e melhoria dos tratos culturais, resultando em mais um ano de crescimento de produtividade (TCH). Esse fato, combinado com a melhoria da qualidade da cana (ATR), gerou uma produção de açúcar por hectare (TAH), que coloca a Companhia como uma das referências para o setor sucroalcooleiro”, afirma Rui Chammas, presidente da Biosev.
A receita líquida na safra 2016/2017 foi de R$ 7,1 bilhões, 13% superior ao mesmo período da safra anterior. Essa performance decorre principalmente do aumento dos volumes vendidos de açúcar e maiores preços de açúcar e etanol. A receita com as vendas do açúcar teve um incremento de 19% na comparação com a safra anterior, atingindo R$ 2,9 bilhões.
O EBITDA ajustado (ex-revenda/HACC) foi de R$ 1,5 bilhão na safra 2016/2017 e a margem EBITDA foi de 32,2%.
Safra Biosev 2017/2018
Para a nova safra a Biosev projeta moagem entre 31,5 e 33,5 milhões de toneladas de cana de açúcar, ATR Cana entre 129 kg/ton e 131 kg/ton e CAPEX, estimado em R$ 1,355 bilhão com um desvio inferior ou superior a R$ 90 milhões.
Para isso, a companhia realizou a sua manutenção de entressafra conforme programado, com intervenções em máquinas e equipamentos das áreas industrial e agrícola, visando o aumento da confiabilidade industrial e o continuado avanço da produtividade agrícola.
Em março, a companhia iniciou a moagem com todas as nove unidades do Centro-Sul com a eficiência industrial em outro patamar, evidenciada pela razão entre o ATR produto e o ATR Cana, que em abril de 2017 foi igual a 1,01, que é superior à média de mercado e ao valor de 0,98 registrado na safra anterior.
Para aumentar a eficiência operacional, através da redução de transições entre produtos e gerando impactos positivos sobre o custo de produção, as unidades Santa Elisa e Maracaju foram convertidas para produção exclusiva de açúcar VHP (Very High Polarization), produto bruto para exportação.
“Para a safra 2017/18, conforme já anunciado ao mercado, temos um nível de hedge de açúcar que é 30% superior ao da safra passada, o que combinado a continuidade das melhorias operacionais em curso, nos deixa confiantes com os resultados a serem obtidos.”, afirma Chammas.