Qualificação profissional:

A formalização da mão-de-obra no setor e a qualificação profissional das equipes avançaram, como um reflexo das tecnologias aplicadas à colheita mecanizada. Esta é uma das conclusões da pesquisa “Mercado de trabalho no agronegócio brasileiro – A dinâmica dos empregos formais na agroindústria sucroenergética de 2000 a 2016”.
 
Realizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), a pesquisa comparou indicadores de diferentes segmentos do agronegócio no Brasil e mostra a evolução do setor sucroenergético na profissionalização de suas atividades. Mesmo em tempos de crise e de retração no número de trabalhadores empregados, o mercado de açúcar e etanol oferece melhores condições salariais.
 
O estudo revela que os índices da qualidade do emprego no setor sucroenergético cresceram e se destacam entre os demais setores agro. Na área agrícola, o percentual de profissionais registrados é de 80%. Nos demais segmentos da agricultura, esse índice fica em 17%. Na indústria da cana, a formalização chega a 95% da força de trabalho, enquanto que a média dos demais setores agroindustriais é de 58%.
 
A pesquisa ainda mostra que, entre 2000 e 2016, houve um aumento do nível de escolaridade dos profissionais do setor, impulsionado pela mecanização do campo, especialmente no Centro-Sul do País. Como resultado, os ganhos salariais tiveram aumento real. Mesmo no período de crise, de 2008 a 2016, o número de empregos formais cresceu 19% para trabalhadores com entre 10 e 13 anos de escolaridade. Entre os profissionais com escolaridade superior a 13 anos, o índice subiu 39%.
 
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