Previsões climáticas melhoram nos EUA e preocupam no Brasil

A produção do milho 2ª safra segue em alerta no Brasil, no entanto, o clima colabora para avanço do plantio nos EUA

 

 

 

 

Milho

As negociações do cereal no mercado renovam semanalmente patamares mais elevados com a oferta escassa e a necessidade de abastecimento dos consumidores, fazendo a saca do cereal negociado em Campinas ultrapassar os R$ 100,00. O risco sobre o milho 2ª safra guia as cotações na B3, o contrato para setembro/21 iniciou a semana avançando 1,52% fechando o pregão em R$ 103,71/sc.

 

 

Em Chicago, as cotações do cereal iniciaram a semana sem movimento definido com a melhora do clima e o andamento do plantio nos EUA, mas precificando o risco sobre a produção de milho no Brasil. O contrato para julho/21 encerrou o pregão avançando 1,1% estabelecendo-se em US$ 6,80/bu, os demais contratos fecharam com leves recuos.

 

 

Boi Gordo

 

 

A segunda-feira foi pouco movimentada e marcada por frigoríficos oferecendo valores ainda menores no mercado “balcão”, a referência em São Paulo, no mercado físico é de R$ 310,00/@ para animais comuns. Ainda assim, os pecuaristas se mantêm firme nas pedidas e o preço final pouco desvaloriza. Na B3, o vencimento para maio/21 recuou 0,13% ficando cotado a R$ 306,40/@, seguindo a tendência do físico.

 

 

Mesmo com o fraco desempenho da última semana do mês, abril/21 encerrou-se com um total de 125,47 mil toneladas de carne bovina enviada para fora do país, e, apesar do recuo de 6,24% em comparação ao mês de março/21, este é o maior montante de proteína bovina exportada pelo Brasil em um mês de abril. A média diária ficou em 6,27 mil toneladas, 7,89% a mais do que no mesmo período do ano passado. Com este desempenho em abril/21, o total embarcado em 2021 já está no mesmo patamar de 2020.

 

 

Soja

 

 

As cotações da soja iniciam a semana em desvalorização acompanhando os preços em Chicago e a queda do dólar ante o real, com isso a saca de soja negociada em Paranaguá/PR retornou para os R$ 178,00.

 

 

A correção e os ajustes das posições compradas combinadas com a melhora nas previsões de chuva para os EUA fizeram as cotações da oleaginosa ceder no primeiro pregão da semana. O contrato com vencimento para julho/21 recuou 0,5% e fechou o pregão em US$ 15,24/bu.