Eficiência:

Cento e quinze profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) participam desde ontem, 21, do 3º Fórum da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), em Brasília. Supervisores e coordenadores de 26 Administrações Regionais do SENAR vieram conhecer a nova plataforma de monitoramento da ATeG, o SISATeG, que vai trazer melhorias para a aplicação da metodologia no campo e aumentar a eficiência do atendimento ao produtor, como destaca o coordenador de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR, Matheus Ferreira. A ferramenta, de início, vai atender 14 cadeias produtivas em todo o Brasil. 
 
“Essa é uma boa oportunidade para discutirmos ATeG. Nossa  expectativa é grande com o novosoftware e vamos poder debater o que pensamos nos últimos sete meses com a equipe de TI do Sistema CNA/SENAR, que desenvolveu a ferramenta para testarmos e apresentarmos aos técnicos de campo”, explica.
 
Ferreira lembrou da Carta de Brasília, documento final do 2º fórum que contém as 10 diretrizes para evolução da ATeG do SENAR. Segundo ele, a principal demanda dos técnicos foi a necessidade de um sistema melhor. “O SENAR resolveu internalizar o sistema por dois motivos: primeiro porque os técnicos de campo precisam gerar mais informações no dia da visita e segundo, para que as Regionais possam reportar melhor os resultados da ATeG.”
 
As Administrações Regionais vão receber o sistema para testes nos estados. A ideia é usar a ferramenta e apontar ajustes ou melhorias que deverão ser implantadas no software até o final do ano. “Queremos a unicidade da metodologia, ou seja, o que for feito no Acre precisa ser o mesmo no Rio Grande do Sul, guardadas, é claro, as peculiaridades de cada estado”, afirma Matheus Ferreira.
 
O novo software terá uma base de dados online e outra offline, para que os técnicos de campo possam inserir os dados coletados durante as visitas técnicas. “Nossa ideia foi criar um aplicativo para coleta de dados e geração de informações. Uma ferramenta usual, mais simples e intuitiva que permita aos técnicos coletar dados e gerar mais indicadores”, explica a assessora técnica da Coordenação de ATeG, Bárbara Magalhães.
 
O coordenador da ATeG reforça a importância do encontro para debater melhorias para a metodologia. “A ATeG é algo novo, uma metodologia inovadora,  temos a oportunidade de buscar melhorias em grupo, porque afinal, nenhuma metodologia pode ser engessada, sempre é preciso ajustar. E isso significa ter uma visão dos estados, que é onde a prática acontece. As mudanças que por ventura apareçam nos estados precisam ser compartilhadas com todos”, frisa. “A ATeG não é um programa, é uma nova vertente do SENAR e veio para ficar. Já evoluímos muito, temos bons resultados em vários estados e por isso queremos manter esse fórum pelo menos uma vez por ano para debatermos os resultados.”
 
Técnicos aprovam
 
Para os participantes, a nova ferramenta veio em boa hora para auxiliar na gestão da ATeG nos estados. “Já tínhamos sinalizado ao SENAR a necessidade de geração de relatórios técnicos e essa nova ferramenta vai viabilizar a geração desses relatórios e vai nos ajudar na tomada de decisão junto a nossa Regional para ajustes na forma como estamos conduzindo o dia-a-dia da Assistência Técnica na Bahia”, destaca Raul Magno de Souza Pinto, gerente de Projetos Especiais do SENAR Bahia. No estado, a entidade atende produtores das cadeias de café, cacau, mandioca, graviola, banana, caprino de leite e de corte, bovino de leite e de corte e apicultura.
 
Em Santa Catarina o SENAR atende, há um ano, oito cadeias produtivas: pecuária de leite e de corte, ovinocultura de corte, fruticultura, apicultura, olericultura e maricultura. De acordo com a coordenadora técnica de AteG no estado, Paula Araújo Nunes, o SISATeG vai proporcionar melhor  aproveitamento da metodologia. “Já tivemos sucesso nesse um ano de AteG, com muitos retornos positivos. Acredito que esse novo sistema vai atender nossas necessidades e vamos poder aprimorar o atendimento cada vez mais.”
 
Para Epitácio Rocha, gerente de AteG no SENAR Maranhão, o novo sistema de monitoramento significa mensuração e consolidação de resultados. No estado, o SENAR desenvolve três grandes programas dentro da Assistência Técnica e Gerencial: Padronização da Abacaxicultura, ABC Cerrado e Mais Produção, esse último em parceria com o governo do estado.
 
“Temos dificuldades hoje para fazer o acompanhamento real das propriedades. Trabalhamos com planilhas, mas para mensurar esses resultados dificulta muito. O novo sistema estava sendo muito esperado por nós, para termos a consolidação das informações, com relatórios reais da realidade das propriedades, além de podermos passar esses dados para os nossos parceiros que precisam medir o impacto da AteG para os produtores atendidos. No caso do Mais Produção, por exemplo, o governo estadual utiliza nossos dados para avaliar as políticas públicas que serão implantadas nas cadeias produtivas atendidas pelo programa.” O Mais Produção atende 1,5 mil produtores maranhenses e foi renovado para atender mais 500 propriedades.
 
As atividades do 3º Fórum da ATeG acontecem em um hotel de Brasília e seguem até quarta-feira, 23. Na programação, o treinamento dos técnicos da ATeG no SISATeG, perspectivas da Assistência Técnica e Gerencial e encaminhamentos do fórum.