Brasil está preparado para ampliar venda de alimento aos árabes, afirma Teresa Cristina.

Ministra disse que nosso país é o maior exportador de proteína halal do mundo e que os produtos brasileiros atendem a todas as exigências dos países árabes

 

 

Os consumidores do Brasil e do mundo passaram a exigir alimentos ainda mais seguros e maiores garantias sobre todos os processos de produção nesta retomada econômica pós-COVID 19, afirmou hoje a ministra da Agricultura do Brasil, Teresa Cristina, em seu pronunciamento no Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, organizado pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

 

 

Ao falar sobre o tema “Segurança Alimentar: Uma parceria estratégica entre o Brasil e o mundo Árabe”, a ministra observou que o potencial de crescimento do comércio agrícola brasileiro com os países árabes é enorme, visto que os países possuem um longo histórico de cooperação, sendo o Brasil o maior exportador de proteína halal (que segue os preceitos da religião muçulmana) do mundo.

 

 

Ela reforçou que a retomada econômica pós-pandemia traz uma oportunidade singular de orientar os esforços econômicos em direção ao desenvolvimento sustentável. “É de suma importância construirmos sistemas agroalimentares sustentáveis e resilientes para garantir a sanidade dos alimentos”, afirmou.

 

 

A ministra sinalizou ainda que além do crescimento das exportações de produtos como açúcar, carne e soja, existem condições de aumento no fornecimento de produtos como algodão, cacau, frutas frescas e secas. “Já com relação às importações brasileiras, que vêm crescendo em anos recentes, destaco a participação importante de pescados, produtos hortícolas e frutas”, enumerou, lembrando que o comércio entre Brasil e países árabes é sólido e é complementar na medida em que ambos realizam parcerias benéficas baseadas em relações de confiança e respeito.

 

 

Teresa Cristina também notou possibilidades claras de avanço e de investimentos desde a infraestrutura no Brasil até a instalação de empresas nacionais do ramo agropecuário nos países árabes. E que para uma manutenção ainda mais efetiva das relações entre as duas regiões e a concretização de novas oportunidades de negócios, pretende, assim que possível, retomar a agenda de contatos internacionais presenciais.

 

 

Parceria entre comunidades é vital – O vice-presidente de comércio exterior da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Ruy Cury, que também participou do Fórum Econômico nesta quarta-feira, considerou que o estreitamento das parcerias que o Brasil possui com a Liga Árabe na área de segurança alimentar é vital, já que o Brasil fornece alimentos às 420 milhões de pessoas que habitam os 22 países da Liga de Estados Árabes.

 

 

Segundo ele, o Brasil é responsável pelo fornecimento de cerca de 50% dos alimentos consumidos no bloco, sendo que, em alguns países, esse percentual chega a 80%. “Mesmo com a pandemia, e embora alguns produtos registrassem flutuações de disponibilidade, não houve desabastecimento, o que comprova a solidez do agronegócio brasileiro, da parceria comercial entre Brasil e países árabes na área alimentícia e a imensa disposição dos dois lados para manter a cooperação”, destacou.

 

 

Entretanto, para o representante da Câmara Árabe, as alianças estratégicas na área alimentar entre as duas regiões ainda podem prosperar – e muito. “Temos advogado em favor da estruturação de linhas logísticas diretas entre o Brasil e os países árabes, a fim de facilitar o acesso a alimentos e demais produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que defendemos um maior apoio às empresas brasileiras com interesse em efetivar investimentos nos países árabes”, defendeu Cury.

 

 

Por fim, ressaltou que é necessário intensificar ações de marketing, investimentos produtivos e de logística, além de promover produtos com enorme potencial de crescimento entre os dois países para que as parcerias sejam ainda mais efetivas para todos.