Volumes da EPA para 2020 ficam abaixo do esperado.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (United States Environmental Protection Agency – EPA) divulgou nesta quinta-feira os volumes de biocombustíveis propostos dentro do programa Renewable Fuel Standard (RFS) para 2020.

A agência estabeleceu um volume de 265 milhões de litros de biocombustível avançado, classificação na qual se enquadra o etanol anidro de cana-de-açúcar, com um aumento de apenas 40 milhões de litros em relação à última projeção.

A revisão foi tímida uma vez que a EPA reconhece que, em 2019, cerca de 542 milhões de litros de etanol brasileiro entraram no mercado norte-americano.


Na avaliação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o volume frustrou expectativas. “Nos desaponta ver que a EPA não considerou todos os fatos e evidências ao finalizar as projeções.

O Brasil tem sido, ao longo da existência do programa, um parceiro confiável, que fornece etanol com baixíssima pegada de carbono, capaz de ajudar o RFS a alcançar seus objetivos”, avalia Letícia Philips, representante da UNICA nos EUA.


Os números estabelecidos pela agência para cada perfil de biocombustível não impedem a entrada de volumes adicionais, mas dão sinalizações ao mercado. 


“Ao escolher não aumentar as projeções de importação de etanol brasileiro para níveis condizentes com o mercado, a EPA deixa de dar um sinal importantíssimo para investimentos em biocombustíveis avançados.

Apesar disso, continuaremos trabalhando para ampliar o conhecimento da agência sobre nossa sustentabilidade e conquistar um volume robusto para o etanol de cana”, finaliza.