Semagro reúne especialistas para discutir experiências e oportunidades da Bioeconomia para MS.

Nesta quinta-feira (12), pesquisadores de instituições públicas e privadas de Ensino Superior, gestores públicos, técnicos e acadêmicos de Mato Grosso do Sul e outros Estados participam do “2º Seminário Oportunidades e Desafios da Bioeconomia em Mato Grosso do Sul” para compartilhar projetos e experiências em um dos campos do conhecimento que mais tem demandado pesquisas e movimentado a economia com base na sustentabilidade.

O evento será realizado no auditório da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), das 8h às 17h e é aberto à participação do público interessado em conhecer as novidades, desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro com foco em ações que promovam o desenvolvimento bioeconômico.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Semagro, “Mato Grosso do Sul tem condições extremamente favoráveis de biodiversidade e tem se estruturado em termos de políticas públicas, infraestrutura e tecnologia para avançar de forma mais efetiva com a Bioeconomia. Nosso Estado pode ser um laboratório nacional de políticas para a biodiversidade, agregando pesquisadores para que se projetem em busca de descobrir coisas e desenvolver o conhecimento”.

O secretário adjunto da Semagro, Ricardo Senna, apresenta a palestra “Bioeconomia: Oportunidades e Desafios para Mato Grosso do Sul”. “A utilização sustentável da biodiversidade do Estado insere-se na bioeconomia e Mato Grosso do Sul reúne inúmeras vantagens e oportunidades em relação aos demais estados, pois temos a maior biodiversidade do país com 3 biomas e cerca de 40% de áreas nativas ainda, com muitos ativos de grande interesse para a indústria, o comércio e a economia como um todo”.

O “Programa Sebrae Bioeconomia” será apresentado pelo analista técnico e coordenador de Agro da entidade, Marcus Rodrigo de Faria. Em seguida, o empreendedor Paulo Reis, da Manioca – Sabores da Amazônia apresenta o case de desafios e oportunidades em bioeconomia da empresa paraense que fornece ingredientes como tucupi e jambú para os restaurantes de alguns dos principais chefs do país.

Os avanços do BIOTA – Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Biodiversidade em Mato Grosso do Sul, realizado pela FINEP/MCTIC, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Semagro, serão apresentados pelo Dr. Fábio Roque, professor adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, ligado ao Instituto de Biociências nos programas de Graduação em Ciências Biológicas e PósGraduação em Biologia Animal e Ecologia e Conservação.

Em junho deste ano o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), lançou o Programa Bioeconomia Brasil, que visa promover a articulação de parcerias entre os setores público, pequenos agricultores, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e seus empreendimentos e o setor empresarial. A ideia central é a promoção e estruturação de sistemas produtivos baseados no uso sustentável dos recursos da sociobiodiversidade e do extrativismo. Esse tema será apresentado na palestra “Bioeconomia e Agricultura Familiar – Perspectivas e desafios para a próxima década”, com a Analista em Reforma Desenvolvimento Agrário, Adriana Mansano Rosa, da Superintendência Federal de Agricultura de MS.

O que é Bioeconomia

De acordo com a Associação de Bioinovação (ABBI) a bioeconomia engloba toda a cadeia de valor que é orientada pelo conhecimento científico avançado e a busca por inovações tecnológicas na aplicação de recursos biológicos e renováveis em processos industriais para gerar atividade econômica circular e benefício social e ambiental coletivo.

Conforme a ABBI a bioeconomia movimenta no mundo todo o equivalente a mais de USD 2 trilhões e suas atividades estão no cerne de pelo menos a metade dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), desde a segurança alimentar até a garantia de acesso à energia e saúde.