Saúde Única será norteadora do agronegócio brasileiro no mundo pós-pandemia.

Questão foi tema de encontro online promovido nesta quinta-feira, 27/08

 

 

Com o objetivo de debater a saúde como norteadora do agronegócio mundial pós-pandemia e os diversos fatores que contribuirão para que toda a cadeia produtiva até o consumidor final sejam minimamente impactados, o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA) promoveu, na manhã da quinta-feira (27), uma live que faz parte da programação que antecede o evento.

 

 

O encontro, que ocorreu sob a mediação do jornalista e escritor, José Luiz Tejon, teve como participantes Joyce Almeida Dias, pesquisadora sênior da AgroBee; Rosemary Machado, gerente de Marketing LATAM da Elanco e Tulio Dias Brito, diretor de Sustentabilidade do conglomerado Alfa.

 

 

Segundo Tejon, as tecnologias que não forem aprovadas pelo consumidor final dificilmente serão utilizadas no campo. “Será preciso que todos os envolvidos passem a ter um diálogo maior com o cidadão que está na ponta da cadeia porque ele, cada vez mais, está influenciando as decisões que são tomadas na origem”.

 

 

Rosemary destaca que a Elanco, como líder global em saúde animal, desenvolve todos os seus serviços e produtos com base no conceito de Saúde Única, “por sermos uma empresa saudável, que conduz os seus negócios de forma ética e na qual seus funcionários se sintam bem em trabalhar”. Ela comenta que o fato de atuarem em diferentes segmentos, como vacinas, desinfetantes, bioproteção, antibióticos, antimicrobianos, permite que seja oferecida uma terapia de suporte completa, que enxerga o animal de forma holística.

 

 

“Acreditamos que a tecnologia está aí para fazer com que o animal tenha mais saúde e bem-estar, contribuindo com a otimização dos recursos. Assim o criador consegue produzir mais alimento com o mesmo animal, e de forma segura para consumo, o que é essencial e mostra a relevância da integração de saúde animal e humana”, completa Rosemary.

 

 

A AgroBee é uma startup que promove o ambiente sustentável, ajudando os criadores de abelhas a melhorar a segurança, a performance e a produtividade das suas colônias e aos produtores rurais, aumentando a produção e a qualidade dos frutos por meio da polinização. “Sabemos que cerca de 75% dos cultivos agrícolas no mundo são beneficiados pela polinização de insetos e a maioria deles pelas abelhas. Foi a partir daí que criamos esse sistema de polinização assistida e inteligente”, destaca Joyce Almeida Dias, pesquisadora sênior da AgroBee.

 

 

“Conseguimos proporcionar para o produtor uma média de 17% de aumento de produtividade, uma estimativa com base em alguns cálculos, sem ter que desmatar área e plantar mais. Diante disso, podemos dizer que essa lavoura deixou de emitir quase uma tonelada de gás carbônico por hectare por ano, só com a introdução das abelhas. Se o produtor conseguiu aumentar a produtividade sem plantar, ele também economizou em fertilizantes e outros insumos, que podem representar um alto valor. Há ainda o valor agregado desse produto, já que a abelha é um biodindicador de um ambiente saudável”, complementa Joyce.

 

 

Tulio Dias Brito, da Agropalma, uma empresa que produz óleo de palma, conhecido popularmente no Brasil como azeite de dendê, conta que a empresa existe desde 1988 e nesse período acompanhou toda essa evolução da agricultura, adaptando a sua estratégia de negócio. “Isso para permitir que o negócio continuasse de maneira saudável e sustentável e que, ao mesmo tempo, atendesse aos interesses dos nossos clientes, empresas nacionais e multinacionais que colocam o mesmo peso da qualidade do produto aos do processo de produção, às questões ambientais, relações de trabalho e relações sociais”, afirma.

 

 

Ele acrescenta que, em se tratando de saúde no agronegócio, a Agropalma dobrou este ano a sua área de cultivo orgânico certificado. “É um mercado que está em amplo desenvolvimento no mundo e no Brasil e que gera menores riscos de contaminação tanto ao produtor quanto ao próprio produto. Além disso, a agricultura orgânica tem essa visão holística, com um potencial muito grande para fazer a integração da bioeconomia com a biotecnologia, no sentido de desenvolver técnicas que podemos chamar de orgânica ou biológica para aumentar a produtividade, numa relação ganha-ganha”, finaliza.

 

 

 CNMA

 

 

A edição deste ano do Congresso será realizada em um novo formato. O evento será on-line e contará com quatro dias, de 26 a 29 de outubro, que serão marcados por uma programação de qualidade e troca de experiências.

 

 

As inscrições para o  CNMA têm valores diferenciados e podem ser feitas pelo site www.mulheresdoagro.com.br.

 

 

Serviço

5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA
Data:
 26 a 29 de outubro de 2020

 

 

Horário: 9h30 às 13h
Mais informações e inscrições: www.mulheresdoagro.com.br