Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul crescem 6 p.p no Mercado Livre no 1º semestre de 2020.

Com energia 46% mais barata, economia no Mercado Livre já atinge R﹩ 210 bilhões.

 

 

Com aumento de 6 pontos percentuais no consumo de energia no Mercado Livre, os estados Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul lideram o crescimento no primeiro semestre de 2020. O levantamento mensal da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) aponta que o Distrito Federal ficou em segundo lugar com 5 p.p. seguido por Santa Catarina e Paraná com 4 p.p. O estado com maior porcentagem do consumo no Mercado Livre (54% em janeiro), o Pará registrou uma queda de 3 p.p. no período. Para o presidente Reginaldo Medeiros, o fator de crescimento está no setor alimentício, que foi pouco impactado pela pandemia e agora observa uma retomada nas exportações do agronegócio.

A Abraceel destaca que o número de novos consumidores no mercado livre no primeiro semestre foi de 590, sendo que desses, 550 são consumidores especiais. “Os baixos preços atraíram mais compradores, já que atualmente o mercado livre está com sobra de energia, e isso atrai consumidores de pequeno porte. Essa tendência deve se intensificar em 2021, quando o limite para o livre acesso de consumidores cai de 2.000 KW para 1.500 KW”, destaca Medeiros. Por estarem os consumidores especiais limitados a comprarem energia exclusivamente de fontes incentivadas, a porcentagem da venda proveniente dessas fontesno mercado livre fechou o semestre em 31%, quando em janeiro o número era de 17%.

 

 

Em junho, a economia observada no preço da energia no mercado livre foi de 46% em relação à tarifa de energia das distribuidoras. Historicamente, nos últimos 16 anos, essa economia foi em média de 29%, o que representa R﹩ 210 bilhões economizados pelos consumidores livres nesse período.

 

 

No semestre, o volume de energia transacionada no país teve apenas uma queda pontual em abril, por conta das medidas de isolamento, sendo que o mercado livre correspondeu em média a 62% da quantidade de energia transacionada do país. A porcentagem do consumo industrial que compra energia no mercado livre em junho retornou ao mesmo patamar de janeiro, com 86%.

 

 

Foto divulgação: info-obras