Presidente da Biosul e senador pedem a ministro defesa do setor sucroenergético nacional

 

 

 

 

Em reunião realizada na tarde de ontem (26/08) em Brasília (DF), o presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, o senador Nelsinho Trad, e o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, além de outras lideranças do setor sucroenergético brasileiro, solicitaram ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a defesa da atividade industrial brasileira.

 

 

O encontro serviu para mostrar ao ministro uma análise dos impactos que o setor sucroenergético brasileiro terá com o fim do prazo de vigência da quota de importação sem gravames de etanol dos Estados Unidos. “A reunião foi muito positiva na medida em que foi evidenciado ao ministro a importância da defesa do setor sucroenergético brasileiro, que enfrenta uma importante redução de demanda por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)”, disse Roberto Hollanda.

 

 

O presidente da Biosul completa que essa defesa transcende o setor, pois preservará centenas de milhares de empregos e apoia o desenvolvimento do Brasil e de Mato Grosso do Sul. “Importante o registro de que o setor não é contra o livre mercado, mas, por exemplo, o açúcar brasileiro é taxado pelos EUA em mais de 100%. Por isso, consideramos fundamental o apoio do senador Nelsinho Trad, representando o Congresso Nacional, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, defensora do agronegócio brasileiro”, pontuou.

 

 

Já o senador Nelsinho Trad fez questão de destacar a importância da parceria entre o Congresso Nacional, o Poder Executivo e o setor empresarial para avançar com os interesses brasileiros na área sucroenergéticas. “Os representantes do setor fizeram uma ampla explanação ao ministro sobre a evolução da produção brasileira, a participação na economia nacional, as dificuldades presentes em razão da Covid-19 e, especialmente, discorreram sobre as relações com os Estados Unidos”, revelou.

 

 

O parlamentar sul-mato-grossense reiterou que a quota foi implantada provisoriamente até que se encontrasse uma composição mais ampla, que incluísse as exportações de açúcar para os Estados Unidos, o aumento da percentagem do etanol no mix do combustível naquele país, subsídios adotados na produção do milho e outros temas.

 

 

O ministro das Relações Exteriores expressou o seu acordo sobre a relevância da parceria entre os diversos setores governamentais e empresariais e a importância da equalização de informações. “As excelentes condições atuais de diálogo político com os Estados Unidos oferecem um ambiente mais favorável para avançar na composição de temas de interesse dos dois países, que estavam pendentes de um equacionamento”, afirmou.