Polícia Ambiental de Anaurilândia autua arrendatário de fazenda por armazenamento e disposição de embalagens inadequadamente

 

 

 

Policiais Militares Ambientais do Grupamento de Porto Primavera, em Anaurilândia realizaram fiscalização no município hoje (13) há pouco, às 9h00, e autuaram um arrendatário de uma fazenda, por disposição inadequada de embalagens de agrotóxicos. A equipe da PMA flagrou na propriedade vários galões de produtos tóxicos de várias marcas que foram utilizados em lavoura no local, abandonados a céu aberto, além de galões plásticos dos produtos sendo utilizados com outras finalidades.

 

 

Além disso, havia embalagens dos produtos tóxicos nas proximidades de uma caixa d’água e de um poço artesiano, tudo contrariando as normas técnicas e a legislação ambiental, bem como a bula dos próprios produtos. As embalagens com restos de agrotóxicos expostos colocavam em risco o ambiente, às pessoas e à fauna silvestre e doméstica.

 

 

O infrator (72), residente em Taquarussu, foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 9.500,00. Ele também foi notificado a remover as embalagens e dar a destinação conforme prescreve a legislação. O autuado também poderá responder por crime ambiental, previsto pelo artigo 56 da Lei 9.605/1998 de: produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos. Se condenado, poderá pegar pena de um a quatro anos de reclusão.

 

 

 

 

 NORMAS PARA UTILIZAÇÃO DE AGROTÓXICOS.

 

 

Lei 7802/89 – Artigo 6º § 2º Os usuários de agrotóxicos, seus componentes e afins deverão efetuar a devolução das embalagens vazias dos produtos aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos, de acordo com as instruções previstas nas respectivas bulas, no prazo de até um ano, contado da data de compra, ou prazo superior, se autorizado pelo órgão registrante, podendo a devolução ser intermediada por postos ou centros de recolhimento, desde que autorizados e fiscalizados pelo órgão competente.

 

 

§ 4º As embalagens rígidas que contiverem formulações miscíveis ou dispersíveis em água deverão ser submetidas pelo usuário à operação de tríplice lavagem, ou tecnologia equivalente, conforme normas técnicas oriundas dos órgãos competentes e orientação constante de seus rótulos e bulas.

 

 

 § 5º As empresas produtoras e comercializadoras de agrotóxicos, seus componentes e afins, são responsáveis pela destinação das embalagens vazias dos produtos por elas fabricados e comercializados, após a devolução pelos usuários, e pela dos produtos apreendidos pela ação fiscalizatória e dos impróprios para utilização ou em desuso, com vistas à sua reutilização, reciclagem ou inutilização, obedecidas as normas e instruções dos órgãos registrantes e sanitário-ambientais competentes.

 

 

Art. 15. Aquele que produzir, comercializar, transportar, aplicar, prestar serviço, der destinação a resíduos e embalagens vazias de agrotóxicos, seus componentes e afins, em descumprimento às exigências estabelecidas na legislação pertinente estará sujeito à pena de reclusão, de dois a quatro anos, além de multa.