Parceiros mais Fortes:

Diversos setores da economia sentiram os impactos da crise, com o sucroalcooleiro não foi diferente, mas a Odebrecht Agroindustrial inovou ao desenvolver um projeto que prioriza o relacionamento com o fornecedor. Uma alternativa para expansão das áreas plantadas com custos competitivos e qualidade na operação.
 
Na safra 2015/16, a empresa trabalhou 31 parceiros agrícolas, cuja produção foi de 4,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, representando 17% da cana moída, para esta safra 2016/17 o índice deve subir para 24%.
 
Para aumentar a eficiência das operações e dar mais agilidade e segurança aos processos de compra de insumos e contratação de serviços foi desenvolvido na safra 2015/2016 a implementação de um sistema de homologação de Fornecedores que permite acompanhar a conformidade desses parceiros em relação ao atendimento de requisitos legais, além de suas práticas de gestão e controle de desempenho socioambiental – com base em questionário de auto avaliação.
 
Nesta mesma safra, a empresa apresentou avanços em seus números, processou 29,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no período, o que representou um crescimento de 23,3% em relação ao volume processado na safra anterior. Foram produzidos dois bilhões de litros de etanol, sendo 1,4 bilhão de litros de etanol hidratado e 640 milhões de etanol anidro e 455 mil toneladas de açúcar VHP. Adicionalmente, a empresa forneceu biomassa (bagaço de cana de açúcar) suficiente para cogeração de 2,1 mil GWh de energia elétrica para exportação.
 
Segundo Fabiano Zillo, vice-presidente de Parcerias Agrícolas da Odebrecht Agroindustrial, esse modelo de negócio é estratégico para a empresa, que planeja ter até 40% de sua cana-de-açúcar proveniente de produtores.
 
Ele ainda explica que há dois tipos de parceiros: proprietários e agricultores, e os prazos dos contratos podem ser de 1 ou 2 ciclos do canavial e que a Odebrecht Agroindustrial oferece suporte para o desenvolvimento do plano de negócios e apoio técnico para a melhoria dos índices de produtividade e qualidade do canavial. Já as comunidades são impactadas positivamente com a criação de novos empregos e o incremento na economia local, em decorrência da chegada de novos investimentos.
 
“Temos compromisso com as boas práticas para toda a cadeia de valor da cana-de-açúcar. Entendemos a necessidade de acompanhar o desenvolvimento do negócio dos nossos Parceiros nas questões operacionais e financeiras, em busca da excelência e resultados positivos para todos. Para tanto, é fundamental garantir o alinhamento dos nossos Parceiros com nossa Diretriz de Sustentabilidade e nossas Políticas Contratuais para Parcerias Agrícolas e Fornecimento de Cana. Nesse sentido, foi criado o Programa Parceiros mais Fortes, com o objetivo de aproximar a Empresa de seus Parceiros e apoiá-los nas questões relacionadas a seu desenvolvimento. Além das interações com as equipes de cada Unidade Agroindustrial e nossa equipe de Tecnologia Agrícola, que compartilham conhecimentos e aprendizados da operação, todos os nossos Parceiros participam de fóruns de discussões de melhores práticas promovidos pelos Parceiros Mais Fortes, permitindo um aprendizado mútuo. Estimulamos que os pequenos Fornecedores agrupem para viabilizar a aquisição dos equipamentos, portanto, desta forma se tornam mais fortes e competitivos e acesso a créditos dos grandes Fornecedores”, explica Zillo.
Fabiano Zillo, vice-presidente de Parcerias Agrícolas da Odebrecht Agroindustrial.(Foto Valor Econômico)
 
Mesmo recebendo matéria-prima de terceiros, a qualidade é item fundamental para a Odebrecht Agroindustrial, pois eles têm um compromisso formal de sustentabilidade com os dez princípios do Pacto Global na cadeia da cana-de-açúcar discutido e elaborado em conjunto com itens de Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. “Nossos parceiros recebem orientações e visitas rotineiras das nossas equipes de tal forma que busquemos o tempo todo, as melhores práticas e que a sustentabilidade fique sempre no foco das operações”, declara o vice-presidente de Parcerias Agrícolas.
 
A qualidade da cana é medida pelo seu teor de açúcar e de impurezas minerais e vegetais de acordo com as normas do Consecana e outras regras estabelecidas por instituições certificadoras internacionais, às quais é submetida toda a cadeia produtiva.
 
Alexandre Candido, Diretor Executivo da ACP Bioenergia, localizada nos municípios de Teodoro Sampaio-SP e Rio Brilhantes é um desses fornecedores e nesta safra devem entregar 1,5 milhões de toneladas para Odebrecht nas unidades de Santa Luzia – no MS e Conquista do Pontal – em SP
 
“Somos parceiros há mais de 10 anos da Odebrecht, o programa de fornecedores dá previsibilidade ao longo do tempo ao fornecedor quanto à viabilidade do negócio, consequentemente gerando maior segurança a fazermos investimentos em estrutura de máquinas, em manter a qualidade no cultivo, além de investir em renovação e novas implantações do canavial”, afirma Candido.
 
Outro exemplo é a Agroterenas, de Paraguaçu Paulista – SP, parceria da Odebrecht Agroindustrial há seis anos. “Depois desse relacionamento construído durante anos, nossa equipe já está amadurecida e vemos um futuro positivo e próspero”, afirma José Eugênio.
Jose Eugenio de Rezende Barbosa Sobrinho ( Agroterenas )
 
Em uma época de instabilidade econômica, esse tipo de parceria pode ser uma garantia, pois o setor como um todo passou novamente por mais uma crise na qual basicamente o controle de preços dos combustíveis e a eliminação da CIDE fragilizaram a situação de caixa das empresas. A Odebrecht Agroindustrial também foi afetada por este cenário, porém, a renegociação da dívida feita em meados do ano passado com os principais bancos permitirá a retomada do crescimento para a capacidade de moagem, possibilitando honrar com os compromissos.
 
Para a safra 2016/2017, a empresa projeta a moagem de 31 milhões de toneladas de cana, com a produção de 2,2 bilhões de litros de etanol e 640 mil toneladas de açúcar VHP, além de 2,2 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa.
 
Gabriela Borsari