Nos 43 anos de MS, indústria “presenteia” Estado com mais emprego e exportação em plena pandemia.

 

 

Mato Grosso do Sul completa, neste domingo (11/10), 43 anos de criação e, apesar de ser um ano atípico devido à pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19), o setor industrial sul-mato-grossense está a todo vapor, presenteando o Estado com aumento na geração de empregos, na receita de exportações de produtos industrializados, na abertura de novos estabelecimentos industriais e na produção das indústrias.

 

 

No ano, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems, a indústria já tem 130.439 trabalhadores com carteira assinada, a receita de exportações de industrializados está em US$ 2,499 bilhões e deve encerrar o ano na casa dos US$ 3,74 bilhões, enquanto o número de estabelecimentos industriais chegou a 6.014 empresas e a produção industrial deve fechar 2020 com uma movimentação de R$ 53,9 bilhões.

 

 

Além disso, o PIB Industrial caminha para terminar o ano em R$ 23,1 bilhões, o que representa 23% do total do PIB de Mato Grosso do Sul, que deve encerrar 2020 em R$ 116,7 bilhões. Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, esses dados extremamente positivos são, com certeza, o melhor presente que o setor industrial poderia dar a Mato Grosso do Sul neste momento de crise mundial.

 

 

“No início da pandemia, em março, inúmeras indústrias nos procuraram preocupadas com os efeitos dessa doença sobre o setor. Imediatamente, por meio da área de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) do Sesi, iniciamos a elaboração dos protocolos de biossegurança para que as empresas continuassem produzindo apesar da Covid-19 e o resultado estamos verificando agora”, destacou Sérgio Longen.

 

 

Ele reforça que, aliada à adoção dos protocolos de biossegurança para continuarem produzindo, as indústrias também foram beneficiadas com o ajustamento do mercado à nova realidade do setor. “Conseguimos junto às autoridades competentes e com o apoio das instituições financeiras a criação de linhas de crédito especiais via FCO e a prorrogação do pagamento de alguns compromissos para dar fôlego aos empresários”, analisou.

 

 

O líder industrial completa que, em negociação com o Governo do Estado, até foi possível garantir a manutenção de alguns incentivos fiscais para determinados segmentos mais atingidos pela pandemia. “Além disso, obtivemos o refinanciamento de dívidas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com o Governo, enfim, foram inúmeras ações que ajudaram a construir um cenário favorável à retomada do setor industrial”, ressaltou.

 

 

O presidente da Fiems também recorda do apoio do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, e da bancada federal de Mato Grosso do Sul em Brasília (DF) na defesa dos interesses do setor industrial do Estado. “Tenho de destacar ainda a importância do líder da bancada, senador Nelsinho Trad, que trabalhou diretamente com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em defesa do setor sucroenergético para que o Brasil não renovasse a cota de isenção tarifária para a importação de etanol”, lembrou.

 

 

Para Sérgio Longen, toda essa estrutura disponibilizada permite que Mato Grosso do Sul figure entre os principais Estados em desenvolvimento mesmo com a pandemia. “Os indicadores positivos da indústria foram alcançados graças ao trabalho construído a quatro mãos pela Fiems, pelo Governo do Estado, pela bancada federal e pelas instituições financeiras parceiras, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essa união de forças deu certo e vamos continuar atuando para que possamos mantê-la em prol do desenvolvimento do nosso Estado, que está de aniversário neste mês”, pontuou.

 

 

Detalhamento dos indicadores

 

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, em relação à geração de empregos pela indústria, os 130.439 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a agosto deste ano já representam um aumento de 4,34% na comparação com 2019, quando tínhamos 125.015 trabalhadores.

 

 

“De janeiro a agosto deste ano, apesar da pandemia, o setor industrial consolidou-se como o maior gerador de postos formais de trabalho no Estado com a abertura de 5.424 novas vagas de emprego, um crescimento de 88% no total de vagas abertas pelo setor quando comparado com o mesmo intervalo do ano anterior”, completou o economista.

 

 

A Covid-19 também não conseguiu afetar as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul e a receita obtida com a venda de produtos industrializados para o exterior teve o melhor resultado para os primeiros oito meses do ano dos últimos seis anos.

 

 

De janeiro a agosto deste ano, a receita com as vendas internacionais das indústrias locais alcançou US$ 2,499 bilhões, indicando aumento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2019, quando ficou em US$ 2,416 bilhões. “A nossa projeção é de que devemos encerrar o ano em US$ 3,74 bilhões, ou seja, crescimento de 2,47% na comparação com o ano passado”, calculou Ezequiel Resende.

 

 

Em relação ao número de estabelecimentos industriais no Estado, ele explica que já temos 6.014 empresas ativas, um aumento de 1,55% em relação ao ano passado, quando encerramos com 5.981. O responsável pelo Radar Industrial da Fiems acrescenta que no que tange a produção industrial o setor deve encerrar 2020 com uma movimentação de R$ 53,9 bilhões, o que representa uma elevação de 3,45% em relação ao ano passado, quando as indústrias movimentaram R$ 52,1 bilhões.

 

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems reforça que o PIB Industrial caminha para terminar o ano em R$ 23,1 bilhões, o que significa um salto de 6,45% na comparação com 2019, quando o PIB Industrial ficou em R$ 21,7 bilhões. “Esse avanço significa que o PIB Industrial de Mato Grosso do Sul representa 23% do total do PIB de Mato Grosso do Sul, que deve encerrar 2020 em R$ 116,7 bilhões”, calculou.