Mato Grosso do Sul lidera o Mercado Livre de Energia no Centro-Oeste.

 

 

Com um crescimento de oito pontos percentuais no acumulado de 2020, Mato Grosso do Sul lidera o avanço do mercado livre na região Centro-Oeste neste ano. Apesar do estado ter começado o ano com uma queda de percentual, o MS conseguiu se recuperar nos meses seguintes, passando de 19% a 27%. Os dados são do Boletim da Energia Livre feito pela Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel) no mês de Outubro.

 

 

Segundo o levantamento, mercado livre de energia correspondia a 19% do consumo de energia no estado em janeiro, ficando em 20% em fevereiro e março. Durante o primeiro semestre, houve duas quedas percentuais, em abril, porém o estado se recuperou em seguida, alcançando um patamar de 27% de consumo no mercado livre em agosto.

 

 

A Abraceel constatou no país que o livre comércio de energia teve um crescimento médio de 6%. “Tendo em vista que o Brasil ficou parado por cerca de 3 ou 4 meses, o crescimento deste indicador é um sinal muito importante de retomada do consumo e da busca das empresas por alternativas de redução de custos. E nisso o ingresso no mercado livre contribui muito”, diz Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

 

 

Atualmente, para ser um Consumidor Livre – aquele estabelecimento que pode escolher livremente o seu fornecedor de energia – a exigência é possuir no mínimo 2.000 kW de demanda contratada por mês, o que abrange basicamente indústrias e shopping centers. Este valor será reduzido para 1.500 kW a partir 1º de janeiro de 2021, ampliando ainda mais o público a ser beneficiado com a livre escolha.

 

 

Em 1º de janeiro de 2022 o requisito mínimo cairá para 1.000 kW e por fim, 500 kW a partir de 1º de janeiro de 2023. O mercado livre de energia elétrica existe no Brasil desde 1998 e conta com mais de oito mil consumidores no país. Hoje, o Mercado Livre representa em torno de 33% de toda a energia comercializada em território nacional e 86% da energia consumida pela indústria.