Exportações de industrializados de MS têm melhor janeiro desde 2008.

 

 

A receita de exportações de industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou em janeiro de 2020 o valor de US$ 321,9 milhões, indicando aumento de 1,9% em relação ao mesmo mês de 2019, quando o valor ficou em US$ 315,8 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Na prática, esse resultado é o melhor para um mês de janeiro desde a criação da série histórica das exportações de industrializados do Estado em 2008.

 

 

Ainda de acordo com o Radar da Fiems, quanto à participação relativa, a indústria respondeu por 93% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul no primeiro mês de 2020. Os grupos “Celulose e Papel” e “Complexo Frigorífico” foram responsáveis por 83% da receita de exportações do setor industrial, sendo 56% para o primeiro grupo e 27% para o segundo grupo.

 

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, os demais grupos que se destacaram foram “Óleos Vegetais”, com 8% da receita, “Extrativo Mineral”, com 3%, “Metalmecânico”, com 2%, “Couros e Peles”, com 1%, e “Açúcar e Etanol”, com 1%. Ele explica que o grupo “Celulose e Papel” registrou receita de US$ 181,78 milhões, uma queda de 2% em relação a janeiro de 2019, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 180,30 milhões).

“Os principais compradores foram a China (71%), com US$ 128,57 milhões, a Coreia do Sul (6%), com US$ 11,31 milhões, a Itália (6%), com US$ 10,52 milhões, os Estados Unidos (3%), com US$ 6,26 milhões, a França (3%), com US$ 4,99 milhões, a Holanda (3%), com US$ 4,62 milhões, o Reino Unido (2%), com US$ 3,51 milhões, a Argentina (1%), com US$ 2,41 milhões, e a Turquia (1%), com US$ 2,12 milhões”, detalhou o economista.

 

 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida em janeiro foi de US$ 87,27 milhões, um aumento de 38% em relação ao mesmo período de 2019, sendo que 43% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas congeladas de bovino, que totalizaram US$ 37,38 milhões.

 

 

Os principais compradores foram Hong Kong (16%), com US$ 13,84 milhões, China (16%), com US$ 13,75 milhões, Chile (12%), com US$ 10,58 milhões, Emirados Árabes Unidos (6%), com US$ 5,46 milhões, Arábia Saudita (6%), com US$ 5,20 milhões, Uruguai (6%), com US$ 4,85 milhões, Japão (5%), com US$ 4,69 milhões, Israel (4%), com US$ 3,89 milhões, Filipinas (3%), com US$ 2,76 milhões, e Irã (2%), com US$ 2,06 milhões.