Esclarecimento:

Preocupada com o meio ambiente, a Atvos, pólo Santa Luzia, que fica em Nova Alvorada do Sul, distante 115 quilômetros de Campo Grande, sempre realiza campanhas e não utiliza a queima de cana para fazer a colheita.
 
Recentemente a unidade foi autuada pela PMA (Polícia Militar Ambiental) por fazer queima em áreas plantadas de cana-de-açúcar. No entanto, a usina não realiza este tipo de procedimento e, segundo o superintendente a denúncia não tem fundamento.
 
“Quando percebemos que estava pegando fogo dentro da nossa área de plantio nossa brigada de incêndio foi acionada e se deslocou até o local para fazer o combate. Tivemos um prejuízo em produtividade e financeiro muito grandes”, revela Danilo Bertoli, superintendente do pólo Santa Luzia.
Danilo Bertoli, superintendente do pólo Santa Luzia
 
A unidade possui equipe de brigada de incêndio com 80 integrantes, todos devidamente treinados, com os equipamentos necessários para combater e controlar possíveis ocorrências que venham ter, tanto na usina quanto em áreas próximas. Também possui caminhões tanques, parecidos com os do Corpo de bombeiros.
 
Por ter funcionários preparados para este tipo de ação, eles participam do PAME (Plano de Auxílio Mútuo a Emergência) junto com o Corpo de Bombeiros de Nova Alvorada do Sul, onde combatem incêndio de usinas e empresas da região. “Já fomos várias vezes a outras áreas rurais e até comércios para ajudar a apagar incêndios”, conta Danilo.

 
Além disso, frequentemente a Atvos realiza campanhas de conscientização para a prevenção contra queimadas, sempre em parceria com o Corpo de Bombeiros, Sindicato Rural, Prefeitura, concessionária da rodovia, entre outras.
 
O pólo ainda faz monitoramento constante do clima da região, principalmente nestes meses de seca. Monitoram a umidade relativa do ar, velocidade do vento, temperatura do ambiente. “Quando estes três indicadores estão em níveis que consideramos críticos chegamos a paralisar as atividades para que não corra risco de provocar incêndio”, afirma o superintendente.
 
Constantemente também realizam a limpeza das máquinas agrícolas, pois há palha envolvida. Param os equipamentos e fazem a lavagem deles.
 
Crime ambiental
 
Conforme o decreto 6514, de 2008, a multa para incêndios criminosos é de R$ 1000, podendo chegar até R$ 5 mil por hectare. “Em nosso Estado ainda é permitido a queima da cana, salvo os meses de julho, agosto e setembro. A empresa deve tomar todas as providências para fazer a queima correta e não causar incêndios fora de sua área, senão ela poderá ser penalizada”, pontua Ednilson Queiroz, chefe de comunicação da PMA.
Lucas Arruda