Curso do Senar/MS aprimora trabalho de operadores na condução de colhedoras de cana-de-açúcar.

 

 

Mercado busca por profissionais qualificados para operar, regular e preparar máquinas de valor agregado.

 

 

O que é preciso para ser um operador de colhedora de cana-de-açúcar? Existe mercado para este profissional? Conversamos com o instrutor do Senar Mato Grosso do Sul, David Bambil, para responder essas e outras perguntas sobre a cadeia produtiva e sua atuação no mercado agro. Esse é o assunto da editoria #EducaçaoNoCampo desta quarta-feira (09).

 

 

 

De um modo geral, as máquinas agrícolas carregam alto grau de complexidade, principalmente pelo fato de estarem cada vez mais dotadas de tecnologia e precisão. Entretanto, para as colhedoras de cana, as especificidades são ainda maiores. A orientação para quem deseja ingressar neste ramo, é que já tenha alguma familiaridade no assunto, além de experiência com outras máquinas. A indicação é o curso “Operação de Colhedoras de Cana-de-açúcar”.

 

 

 

Além de operar o veículo, o profissional é responsável pela regulagem e o preparo da máquina, sendo necessário ter um conhecimento mínimo da mecânica do equipamento. “Antes de iniciar o trabalho é obrigatório realizar um check list; observar o óleo do motor, parte hidráulica, o picador de cana, fazer troca das facas de corte, bem como ter zelo na limpeza e conservação da máquina, tudo o que ensinamos no curso”.

 

 

 

O diagrama do fluxo de cana também faz parte do conteúdo programático da capacitação. “É responsabilidade do operador entender a dinâmica deste processo, que começa no cortador de pontas e limpeza inicial, passa pelo divisor de linhas para colheita, vai para o rolo tomador e alimentador e encerra no corte de aproximadamente 30 centímetros, com a queda no transbordo, que é o caminho de transporte. Essas são algumas das premissas para eficácia da colheita”.

 

 

 

Sobre oportunidade, Bambil destaca a demanda do mercado e a importância de profissionais capacitados para operar máquinas que podem ter alto valor, em torno de R$ 1 milhão. “As usinas trabalham em três turnos e, para cada máquina, são necessários 4 profissionais. Existe uma procura muito grande por trabalhadores nesta área. A primeira exigência é ter carteira de habilitação categoria C, que autoriza a condução de veículos pesados usados em transporte de cargas, e a preferência é por pessoas que tenham algum curso específico ou formação técnica voltada para o agro”, explica.

 

 

 

 

Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ellen Albuquerque