Economia:

As exportações brasileiras de carne bovina registraram alta de 39,72% no volume embarcado em outubro (144.615 toneladas), na comparação com o embarque realizado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
 
O faturamento com as negociações realizadas no mês girou em torno de US$ 605 milhões, o que representa um aumento de 38,11% em relação ao que foi faturado em outubro de 2016. O levantamento da ABIEC ainda aponta que, na comparação com setembro deste ano, as exportações tiveram alta de 6,74% em volume e 8,65% em faturamento.
 
Responsável pela compra de 35.766 toneladas de carne bovina, 67,22% a mais do que o negociado em outubro de 2016, Hong Kong continua sendo o principal destino da carne produzida pelo Brasil. No mês passado, as negociações com a região geraram um faturamento aproximado de US$ 138 milhões, alta de 73,11% sobre o faturado no mesmo período do ano anterior.
 
No ranking de principais importadores da carne bovina brasileira (quadro abaixo), Hong Kong é seguido pela China, que importou 20.615 toneladas e gerou faturamento de US$ 92 milhões, e Egito, que comprou 19.156 toneladas e possibilitou o Brasil faturar perto de US$ 66 milhões. 
 

POSIÇÃO

PAÍS/REGIÃO

FATURAMENTO EM US$ (OUTUBRO/2017)

VOLUME EM TONELADAS (OUTUBRO/2017)

Total

604.594.220

144.615

1

Hong Kong

137.677.569

35.766

2

China

92.217.650

20.615

3

Egito

65.970.388

19.156

4

Irã

77.372.512

17.631

5

Rússia

45.416.154

14.279

 
Desempenho por categoria
A carne bovina in natura se manteve como categoria mais exportada no mês passado, com o embarque de 119.076 toneladas, alta de 42,83% sobre o volume embarcado em outubro de 2016, o que gerou um faturamento de US$ 503 milhões, 40,78% a mais do que o montante faturado no mesmo período do ano passado.
 
O ranking de categorias mais exportadas (quadro abaixo) ainda aponta, em sequência, miúdos (13.295 toneladas embarcadas), industrializadas (8.522 toneladas), tripas (3.190 toneladas) e salgadas (532 toneladas).

POSIÇÃO

CATEGORIA

FATURAMENTO EM US$
(OUTUBRO/2017)

VOLUME EM TONELADAS (OUTUBRO/2017)

1

In natura

503.190.164

119.076

2

Miúdos

34.957.279

13.295

3

Industrializadas

52.126.132

8.522

4

Tripas

11.518.267

3.190

5

Salgadas

2.802.378

532

 
Desempenho por estado
Com 33.474 toneladas embarcadas (alta de 17,90% sobre o mês anterior) e faturamento de US$ 154 milhões (21,50% a mais que o faturado em setembro de 2017) São Paulo foi a unidade federativa que mais exportou carne bovina em outubro deste ano. Destacam-se como principais compradores da carne bovina originada no estado, a China, Hong Kong e União Europeia.
 

UNIDADE FEDERATIVA

FATURAMENTO EM US$
(OUTUBRO/2017) 

VOLUME EM TONELADAS (OUTUBRO/2017)

Total

604.594.220

144.615

São Paulo

154.114.946

33.474

Mato Grosso

131.933.536

31.313

Goiás

78.388.528

18.405

Rondônia

55.714.996

14.918

Minas Gerais

57.691.837

14.060

 
Sobre a ABIEC – www.abiec.com.br
Criada em 1979, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) reúne 31 empresas do setor no país, responsáveis por 90% da carne negociada para mercados internacionais. Sua criação foi uma resposta à necessidade de uma atuação mais ativa no segmento de exportação de carne bovina no Brasil, por meio da defesa dos interesses do setor, ampliação dos esforços para redução de barreiras comerciais e promoção dos produtos nacionais. Atualmente, o Brasil produz em torno de 9,1 milhões de toneladas de carne bovina, aproximadamente 20% são negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade.
 
Sobre o Brazilian Beef
Iniciado em 2001, o projeto setorial Brazilian Beef, uma parceria entre Apex-Brasil e ABIEC, tem o objetivo de fortalecer a imagem da carne bovina brasileira, melhorando a percepção de sua qualidade nos países importadores e ampliando, assim, a participação brasileira no mercado mundial de carnes. Em 14 anos, já foram firmados seis projetos, com investimentos de mais de R$ 40 milhões e crescimento das exportações em mais de 500%.