Correção profunda:

Para auxiliar os produtores rurais no preparo do solo, uma das etapas mais importantes da produção, a Saga Agro, de Americana/SP, desenvolveu o S-4, um equipamento quatro em um, altamente moderno, com um sistema de correção profunda de solo projetado para reduzir as dificuldades na germinação em períodos de seca e chuva no plantio direto.
 
O equipamento tem as funções de cortar a palhada, fazer a subsolagem em até 70 cm, realizar a calagem profunda de fertilizantes e calcários, e deixar a terra preparada para o plantio com um rolo quebra torrões. “Por sua multifuncionalidade, o S-4 tem a capacidade de aumentar a produtividade nas lavouras brasileiras de 10 a 40%”, explica Flávio Araújo, diretor da Saga Agro.
 
O S-4 é indicado para todas as culturas, desde que o preparo do solo seja total. Seu uso aumenta a capacidade de infiltração e armazenamento de água na terra. Segundo Araújo, entre as principais dificuldades de sucesso na germinação em períodos de seca e chuva no plantio direto, está a água da chuva no solo que evapora facilmente pela superfície. “O nosso equipamento deixa o solo em condições ideais para o crescimento das plantas e raízes, com 0.2 a 0.8 Mpa de resistência somente. Ou seja, o mínimo de estresse na germinação e facilitação no crescimento da lavoura”, diz Araújo.
 
Outro destaque da máquina é o exclusivo sistema de injeção do calcário e fertilizante por pressão de ar e em profundidade. Esse procedimento, com a sapata localizada na ponta da haste do equipamento, tem como objetivo subir a terra e trincar, para que nelas sejam pulverizados o calcário ou fertilizantes homogeneamente de baixo para cima, realizando assim a correção química do solo.
 
Resultados comprovados – Testes desenvolvidos em uma fazenda em Minas Gerais comprovam que o equipamento além de aumentar a produtividade por sua funcionalidade, ainda gera benefícios associados diretamente ao ganho do produtor, como por exemplo: economia em óleo diesel e produtos para fertilização do solo, manutenção em máquinas e otimização de mão de obra e tempo de preparação.
Na propriedade foi realizado o preparo de solo de forma convencional (utilizando um escarificador de sete hastes, uma grade de 14×32, a aplicação a lanço com equipamento de 10 toneladas, com uma dosagem de três toneladas de calcário dolomítico e calcítico por hectares e uma niveladora de 52 discos). Também foi realizado o mesmo procedimento com o S-4, considerando 10 horas de trabalho, durante 20 dias mensais, por três meses.
 
Tendo como base o valor do óleo diesel em R$ 3,20 por litro, durante o período teste, a propriedade, utilizando os quatro equipamentos convencionais para fazer o preparo de solo, gastou cerca de 20 mil litros de combustível a um custo total de R$ 64 mil. Já ao utilizar o S-4 para fazer o mesmo preparo, o gasto foi de 11,4 mil litros a um valor de R$ 36,4 mil. “Se considerarmos apenas a economia com o combustível, o produtor teve um ganho mensal de R$ 27,5 mil. Destacando que ele realizou preparo durante três meses, esse saldo subiu para R$ 82,5 mil destaca Araújo”, completa o diretor.
 
Ainda de acordo com o técnico, nesta mesma propriedade houve o aumento de produtividade ao utilizar o S-4 em cerca de 10%. Estimando uma lavoura de 50 sacos por hectare, o ganho representa um acréscimo de 5 sacos/ha. No valor médio de R$ 60,00 a saca, o ganho foi de R$ 300,00/ha. Ao término dos três meses de teste numa área 1.080 hectares, os ganhos foram:  R$ 82,5 mil de economia de combustível, R$ 324 mil com o acréscimo de 10% de ganho de produtividade, sem contar a economia com mão de obra. “Já no final da primeira safra este produtor teve um ganho de R$ 406,5 mil, ou seja, isso prova que o equipamento se paga rapidamente”, afirma Araújo.