Bagaço da cana-de-açúcar pode ser matéria prima para produção de plástico.

Segundo Carlos Burtoloso, produto tem potencial para ser utilizado por indústrias no futuro.

 

 

O programa Ambiente É o Meio desta semana conversa com o professor Antonio Carlos Bender Burtoloso, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, responsável sobre o desenvolvimento de plástico a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A técnica surgiu a partir de processos químicos simples que levaram Burtoloso a um composto formado por moléculas de valerolactona, um líquido obtido a partir da cana-de-açúcar, base para um plástico biodegradável.

 

 

Burtoloso conta que a pesquisa está apenas começando e que ainda não sabe qual será o resultado final do plástico. Porém, afirma que o produto, derivado de uma fonte renovável, tem grande potencial de utilização no futuro, pois atende “ ao apelo que vários países estão fazendo para que, daqui 20 ou 30 anos, pelo menos 30% de muitas matérias primas utilizadas nas indústrias químicas sejam substituídas por matérias que não venham do petróleo”, afirma.

 

 

A técnica desenvolvida pelo pesquisador foi descrita no artigo científico Synthesis of long-chain polyols from the Claisen condensation of γ-valerolactone, publicado na Green Chemistry, revista britânica sobre química verde, em março de 2019. E também rendeu matéria no Jornal da USP.

 

Fonte: Joranal da USP