As dificuldades enfrentadas pelas usinas de álcool com a Covid-19.

 

 

Estima-se que ao menos 35% das usinas produtoras de álcool combustível estão em situação crítica por conta da redução da demanda causada pela pandemia do coronavírus. O quadro se agrava ainda em razão de grande parte do setor não ter tido condições de fazer as necessárias adaptações para passar a produzir o álcool 70% para uso doméstico e hospitalar, além da produção de açúcar para consumo da indústria de alimentos.

 

 

Esse cenário torna ainda mais indispensável a adoção de seguros rurais, um importante mecanismo de proteção para que os produtores possam investir com alguma segurança caso ocorram adversidades, assegurando a continuidade das atividades. A incerteza é típica da atividade rural e outras formas de resguardo precisam ser pensadas.

 

 

Existem várias modalidades de Seguro Rural no Brasil. No entanto, as opções de financiamento de produção têm ficado restritas a situações que podem onerar o tomador do empréstimo. Não é simples fazer o cálculo do risco e mensurar a possibilidade de perdas. Talvez agora com a MP do Agro e fracionamento de garantias, possamos ter maior agilidade dos financiamentos.

 

 

Hoje, no país, temos 62 milhões de hectares com produção rural e somente 4,7 milhões são segurados. Por conta disso, é fundamental que esta forma de garantia cubra uma área cultivável maior do Brasil. E para isso, seria interessante de alguma forma criar mecanismo para viabilizar o barateamento dos seguros.

 

 

No Brasil, a legislação prevê as seguintes modalidades de Seguros Rurais: I – seguro agrícola; II – seguro pecuário; III – seguro aquícola; IV – seguro de florestas; V – seguro de penhor rural; VI – seguro de benfeitorias e produtos agropecuários; VII – seguro de vida do produtor rural; e VIII – seguro de Cédula do Produto Rural (CPR).

 

 

 

 

O Plano Safra


O Plano Safra do Governo Federal, que é a principal fonte de incentivo ao produtor rural brasileiro, destina valores para financiar parte (35%) das apólices dos agricultores, porém o montante não é suficiente para atender o mercado brasileiro. No ano passado, foi disponibilizado R$ 1 bilhão para Seguro Rural ao mercado. 


Frente à proposta do Plano Safra, todos imaginam que vão obter o seguro facilitado pelo governo, mas no final, fica caro ir a mercado e o custo de financiamento fica mais alto e com exigência de mais garantias.

É fundamental reduzir os riscos, não só agora, em momento de crise, mas em geral. Além disso, o principal cliente do seguro está no setor de grão, não no sucro alcooleiro.