Ampasul orienta produtores do MS a intensificar o controle de pragas.

O aumento do número de Bicudo-do-algodoeiro em MS pode elevar custos dos produtores.

 

 

A Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) tem trabalhado a fim de contribuir com a diminuição de infestações de pragas nas lavouras de algodão do Estado. Principalmente o bicudo-do-algodoeiro, que tem aumentado os índices nas fazendas, em relação as safras anteriores.

 

 

Para avaliação populacional do bicudo que auxilia na estratégia de manejo para controle da praga nas fazendas, a Associação utiliza o BAS – Bicudo por Armadilha Semana, que atrai e captura as pragas utilizando o atrativo de feromônios. Nesta safra 2019/2020 o  monitoramento realizado pela Ampasul apontou o número de 4,61 bicudos capturados por semana na média geral das fazendas. Esse volume repete o registro da safra 2015/16, e supera os últimos três ciclos agrícolas 2016/17 (BAS 1,5), 2017/18 (BAS 0,46) e 2018/19 (BAS 3,67).

 

 

“Estamos trabalhando de modo a mitigar o volume populacional do bicudo nas lavouras de algodão, levando em conta que essa praga pode comprometer a produtividade e aumentar os custos da porteira para dentro.

 

 

Nosso trabalho tem sido de monitoramento do bicudo nas lavouras, ações de melhoria na qualidade de aplicação dos inseticidas para o combate da praga, controle de plantas tigueras nas margens das estradas e conscientização dos técnicos nas propriedades para que auxiliem nos demais fatores que contribuem para minimizar o impacto da praga na cultura”, relata o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffmann.

 

 

Ações Ampasul

Com a finalidade de evitar maior proliferação de pragas, a Ampasul tem posto em prática ações preventivas complementares, entre elas a inclusão de telas em caminhões que fazem o transporte de algodão em caroço e caroço de algodão. A iniciativa evita perdas nas estradas, que poderiam gerar plantas hospedeiras do bicudo.

 

 

 A Associação também tem orientado quanto ao manejo adequado de aplicações e o cuidado com a presença de plantas involuntárias de algodão nas fazendas, durante a realização dos GTAs – Boas Práticas Fitossanitárias.