Clima:

Dourados está há 13 dias sem chuvas. A última chuva ocorreu no dia 29 de novembro quando foi registrado na Estação Agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, por meio do Guia Clima, 12.8 mm. Esses dias sem chuvas, associados a temperaturas elevadas e forte radiação solar, estão prejudicando as lavouras de soja da região.
Dados do Guia Clima revelam que as lavouras de soja de ciclo precoce, que foram semeadas no início de outubro, estão, em média, com déficit hídrico de 47 mm (Saiba mais https://clima.cpao.embrapa.br/?lc=site/balanco-hidrico/bal-hidrico). Para repor esse déficit é necessário em torno de 52mm de água já infiltrada no solo, o que corresponde uma chuva de aproximadamente 60 a 70mm.
Quem faz o alerta é o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia que explica “parte considerável das lavouras estão agora na fase de formação de vagens e enchimento dos grãos, que é a fase de maior demanda de água pelas plantas, e que o déficit proporciona maior impacto negativo na produção. Os produtores que fizeram seus plantios, contando com maior quantidade de palha em suas lavouras estão mais protegidos, pois o solo coberto contribui com menor perda de água do sistema”. Por outro lado, o produtor sabe que a ocorrência de veranicos de 10-15 dias na região é comum, e que todo ano isso pode ocorrer.
Ele destaca ainda que nesse momento nada pode ser feito, a não ser aguardar pelas chuvas. E que agora o que vai fazer diferença mesmo é a qualidade do solo, seja pela cobertura ou pela maior possibilidade de crescimento de raízes da soja em profundidade, que pode amenizar os possíveis impactos negativos dessa estiagem. Assim, as raízes mais profundas podem explorar as camadas mais profundas do solo onde ocorre maior concentração de água”.

Christiane Congro Comas
Embrapa Agropecuária Oeste